O que é EM?

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença crônica, inflamatória, e degenerativa que mais frequentemente afeta o Sistema Nervoso Central (SNC). Afeta com maior incidência o gênero feminino, e surge mais frequentemente no jovem adulto (entre os 20 e os 40 anos), apesar de nos dias de hoje a EM começa se a manifestar em idades mais precoces e/ou mais tardias.

É uma doença auto-imune na qual o sistema imunitário do homem não tem capacidade de diferenciar as células do seu próprio corpo de células estranhas a ele, acabando por destruir os seus próprios tecidos. O principal alvo deste “ataque” é a mielina, uma camada de gordura protetora das fibras nervosas que auxilia na transmissão de informação ao longo do corpo humano.

Quando ocorre um “surto”, formam-se cicatrizes endurecidas que se agrupam formando as conhecidas “escleroses” ou também denominadas “placas”. São afetadas inúmeras áreas do cérebro e da medula espinhal pelo que se denomina esta doença de Esclerose Múltipla.

 

Prevalência da EM.

Em todo o mundo estima-se que existam 2 milhões de pessoas portadoras de EM. O aparecimento desta doença surge independentemente do local onde se habita, da raça ou idade, contudo são os fatores ambientais e hereditários, importantes para a sua manifestação. Mais frequentes em mulheres à excepção da EM tipo Primária-Progressiva em que a prevalência é semelhante em homens e mulheres.

Em termos geográficos podemos dizer que a EM tem uma incidência elevada (>30 casos por 100.000 habitantes) em grande parte da Europa, Rússia, Canadá, norte dos EUA, Sudeste da Austrália e Nova Zelândia;
Uma incidência média (entre 5 a 30 casos por 100.000 habitantes) a sul dos EUA, em grande parte da Austrália, África do Sul, Sul do Mediterrâneo, Sibéria, Ucrânia e certos locais da América Latina.

Uma incidência baixa (5 casos por 100.000 habitantes) na maior parte do continente Asiático, Africano e na zona Norte da América do Sul. O seu diagnóstico é mais frequente por volta dos 30 anos de idade, podendo surgir em crianças e idosos  com menos incidência.

 

Fonte: Associação Nacional de Esclerose Múltipla

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