Cuidados Essenciais

A epidemia de AIDS já pode ser considerada praticamente uma quarentona desde a descoberta do primeiro caso no mundo, mas muita gente ainda desconhece alguns de seus termos básicos, como por exemplo, a diferença entre HIV e AIDS.

Para começar, é importante ter em mente que, hoje em dia, com a evolução do tratamento, nem todo mundo que vive com HIV chega a desenvolver a AIDS. Quer saber por quê?

HIV é uma sigla para vírus da imunodeficiência humana. É o vírus que, ao longo do tempo, pode levar à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). Portanto, é importante ter em mente que, hoje em dia, com a evolução do tratamento, nem todo mundo que vive com HIV chega a desenvolver a AIDS.

Mas ao contrário de outros vírus, o corpo humano não consegue se livrar do HIV. Ou seja, ainda não existe uma cura para esse tipo de infecção. Isso significa que uma vez que você contrai o HIV, você viverá com o vírus para sempre.

 

Formas de transmissão

A transmissão do HIV se dá por meio da troca de fluidos corporais como, por exemplo, sangue, sêmen, secreções vaginais e leite materno. Fluidos como suor, saliva, lágrimas e fezes são considerados fluidos corporais não infectantes. Isso significa que a transmissão do vírus não acontece por meio de interações comuns do dia-a-dia como abraçar, beijar, praticar esportes, dividir objetos, ou até mesmo alimentos. Essa informação é importante para que consigamos acabar com estigmas associados às pessoas que vivem com HIV e com a discriminação.

 

Formas de prevenção – Prevenção Combinada

No início da epidemia, o preservativo ainda era visto como a única opção disponível. A camisinha – tanto masculina e quanto feminina – continuam como o método mais acessível para a população em geral. Além de protegerem as pessoas do HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), eles ajudam a evitar a gravidez indesejada.

Mas hoje, a ciência já comprovou que outros métodos também são eficazes e podem ser combinados na prevenção do vírus. Entre as novas estratégias para a prevenção da transmissão do HIV destacam-se o uso do Tratamento como prevenção (TASP, em inglês, ou TcP, em português), a Profilaxia Pós-exposição (PEP) e a Profilaxia Pré-exposição (PrEP).

Portanto, as principais estratégias para a prevenção da transmissão do HIV são:

  • Preservativo (masculino e feminino)
  • Tratamento como prevenção (TcP): O uso de medicamentos antirretrovirais faz com que as pessoas vivendo com HIV/AIDS alcancem a chamada “carga viral indetectável”. Diversos estudos científicos tem comprovado que pessoas vivendo com HIV que possuem carga viral indetectável, além de ganharem uma melhora significativa na qualidade de vida têm uma chance muito menor – praticamente zero – de transmitir o vírus a outra pessoa.
  • Profilaxia Pós-exposição (PEP): A PEP é a utilização da medicação antirretroviral após qualquer situação em que exista o risco de contato com o HIV. A medicação age impedindo que o vírus se estabeleça no organismo – por isso a importância de se iniciar esta profilaxia o mais rápido possível após o contato: em até 72 horas, sendo o tratamento mais eficaz se iniciado nas duas primeiras horas após a exposição. O tratamento deve ser seguido por 28 dias.
  • Profilaxia Pré-exposição (PrEP): A PrEP é a utilização do medicamento antirretroviral por aqueles indivíduos que não estão infectados pelo HIV, mas se encontram em situação de elevado risco de infecção, como por exemplo, em uma relação sorodiferente (sorodiscordante): em que um dos parceiros é HIV positivo e o outro é HIV negativo. Com o medicamento já circulando no sangue no momento do contato com o vírus, o HIV não consegue se estabelecer no organismo.

Evidências comprovaram que a PrEP se trata de uma estratégia eficaz, com mais de 90% de redução da transmissão e sem nenhuma evidência de compensação de risco – ou seja, de que a pessoa deixe de usar a camisinha como forma combinada de prevenção, já que está usando a PrEP. Estudos demonstram também que as pessoas que usaram PrEP não aumentaram número de parceiros, nem a incidência de outras DSTs e, além disso, tiveram maiores taxas de uso consistente de preservativo.

No Brasil, a PrEP já está autorizada para uso e a expectativa é de que o governo comece, até o fim de 2017, a distribuição gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com foco nas pessoas em situação de maior risco de infecção pelo HIV. Dois estudos estão sendo desenvolvidos para avaliar a aceitabilidade e aplicabilidade do recurso em relação à população e à rede de saúde pública.

 

Fonte: G1 – Globo.com

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